7.1 Aquilo que era impuro
Em todo o Velho Testamento, um dos atributos marcantes de Deus é a sua santidade. E o meio didático de Deus ensinar ao povo este princípio espiritual foi a separação de um série de coisas que tornavam o israelita cerimonialmente impuro, vejamos os exemplos:
a. Tocar em um morto (Lv 5:2; Lv 21:1; Nm 19:13)
b. A menstruação (Lv 15:19)
c. A mulher após o parto (Lv 12:2)
d. A lepra (Lv 13:1,2)
e. Comer animais considerados imundos (Lv 11:26,27).
Estas questão certamente tinham apenas um valor cerimonial; apontavam tanto para a realidade da santidade de Deus, como convocava os israelitas à uma vida de contínua consagração e purificação aos olhos de Deus. Aprova disto é que a separação entre animais limpos e imundos vem após a queda de Adão. Antes disto, a palavra de Deus afirma que tudo “era muito bom”. Vejamos também At 10:15, At 11:9; I Co 10:25,26; Cl 2:16,17; Rm 14:6.
7.2 Atos de purificação
A lei mosaica era precisa em questões de purificação. Para cada forma de impureza cerimonial havia respectivamente um ritual de purificação oferecido ao povo comum e aos sacerdotes. Isto porque, a intenção de Deus através dessas leis não era de esmagar a consciência do povo com a idéia de pecado e impureza, mas, sim, mostrar que eles necessitavam de um purificar poderoso para todos os seus pecados. E o próprio Deus oferecia isto a eles através da lei mosaica. Vejamos:
a. Leproso (Lv 14)
b. A mulher após o parto (Lv 12)
c. Tocar num morto (Nm 19:11-22)
Entretanto, todos estes rituais não eram um fim em si mesmos. Desde o início da revelação bíblica, a promessa divina recaía sobre “o” descendente da mulher que viria para esmagar a cabeça da serpente (Gn 3:15). Todos os rituais de purificação apontavam para o mesmo purificador futuro, Jesus Cristo (Cl 2:16,17; Hb 10:1-10). Mas, enquanto ele não vinha, o próprio Deus Pai estabeleceu, pela Lei de Moisés, uma série de atos ritualísticos que apontavam para a sua obra vicária na cruz do calvário (Hb 9:11-14; I Pe 1:18-20).

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